domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sim, esta mesma saudade é recíproca!



Nossas histórias de vida nunca param onde imaginamos e existem distâncias e silêncios que nos despertam. A saudade é um sinal de que foi bom.

Sempre que vou a Biblioteca um ar de felicidade me reaviva alguns sentimentos e eu vejo alguns fantasmas seus folheando livros e indicando prateleiras, onde se encontram as preciosidades literárias e também te re-vejo clicando no enorme botão redondo do antiguíssimo elevador rumo ao terceiro andar (nem lembro se era mesmo no terceiro andar a reunião da cúpula).  

Recordo-me dos poemas do Alysson, cheias de lamas, nojentas, inescrupulosas, engorduradas, diabólicas, escuras, cadavéricas e mau cheirosas frases poéticas, o qual pronunciava com tanta energia e fervor que podíamos ver as gotículas de cuspe ao final de cada palavra cuspida à platéia.  Impressionava-me o seu gosto pelas palavras macabras e ao mesmo tempo me divertia pelo clima teatral com que ele realizava a cusparada.

Recordo-me também do Wilmar, O Pornográfico, que se deliciava a imaginar posições, pernas, seios, bundas, gemidos infindáveis e repetidas cenas do mesmo tórrido sexo banal e aventureiro, sua poesia cheia de obscenidade. E o mesmo tom teatral a narrar as proezas de seus felizes personagens.

Lembro-me da imagem de todos,  mas os nomes, estes já se apagaram a muito da minha memória, somente me recordo ainda do pernambucano (adorava o seu sotaque), da Paula e do Roberto.

Por Naide

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